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Hugo Sousa

Real Madrid e Barcelona entraram no campeonato com menos gente nas bancadas. O Bernabéu nunca tinha estado tão vazio em dez anos e Toni Kroos deixou um recado à liga por causa dos horários

No mesmo dia em que os jornais italianos assinalavam a impressionante audiência televisiva registada no primeiro jogo da Juventus com Ronaldo - crescimento de 68% em comparação com o jogo de estreia da Vechia Signora no campeonato do ano passado - os espanhóis debatiam a crise de espectadores nos estádios do Real Madrid e Barcelona.

No que diz respeito aos merengues, é preciso recuar dez anos (2008/09) para encontrar menos do que os 48 446 que viram o arranque da época, anteontem, com o Getafe. Por coincidência, essa foi a temporada que antecedeu a chegada de Cristiano Ronaldo a Madrid. Uma curiosidade, apenas, porque não está provado que na saída do português para Itália esteja a causa direta para o declínio. De resto, o Barcelona manteve Messi e a plateia de Camp Nou para a receção ao Alavés também não foi famosa (52 356 espectadores), facto que obriga a procurar explicações adicionais, sem descartar o fator Ronaldo uma das causas. Na última década, assinalava ontem o jornal "Marca", nenhum dos dois gigantes de Espanha tivera uma entrada no campeonato com tão pouco apoio. Cerca de 56 mil fora o pior registo do Barcelona até agora e, mais impressionante ainda, cerca de 61 mil tinha sido o mínimo que o Real registara numa estreia na liga.

Este pode ter sido apenas um mero falso alarme de partida, mas a tendência de declínio, num e noutro clube, tem sido evidente nas últimas temporadas, facto que, apesar da generosa fatia televisiva, obrigará os dois emblemas a procurar forma de a combater.

Os horários dos jogos estão também em debate e Toni Kroos, médio do Real Madrid, reagiu via redes sociais ao facto de o jogo com o Real Madrid ter principiado às 22h15. Na legenda a uma foto dele captada no relvado, em que parece com cara de poucos amigos, o médio alemão escreveu que estava "mais feliz" do que parecia pela imagem, mas reservou para a parte final um recadinho à liga espanhola. "Normalmente, a esta hora já estou a dormir", rematou Kroos.

Em Itália, reina o otimismo pelo efeito CR7. Além das audiências televisivas, ontem ficou a prova de que terá impacto no preço dos bilhetes. A Udinese publicou a tabela para a visita da Juve, em outubro: custará 60 euros vê-lo da bancada; entre 105 e 140 pagarão os que quiserem assistir da tribuna. O ano passado, os preços eram de 45 euros e pata a tribuna oscilavam entre os 70 e os 95.